A analista Valuarda Monjane manifestou preocupação com a demora no esclarecimento dos assassinatos de Elvino Dias e Paulo Guambe, questionando a celeridade da Justiça moçambicana na tramitação de processos de grande relevância pública.
Durante a sua participação no programa Direito à Opinião, da TV Sucesso, Monjane apontou o duplo homicídio como um caso que, na sua avaliação, continua a exigir esclarecimentos públicos e responsabilização dos autores. A comentadora questionou ainda a diferença de ritmo entre processos judiciais que envolvem figuras políticas e a investigação de crimes que despertam a atenção da sociedade.
Ao comparar o caso com o processo judicial que envolve Venâncio Mondlane, Valuarda Monjane defendeu que as instituições da Justiça devem demonstrar o mesmo empenho na investigação criminal e na tramitação dos processos, independentemente das posições políticas dos envolvidos.
A analista considerou também que a ligação das vítimas à oposição poderá estar relacionada com a falta de esclarecimentos, apontando aquilo que entende ser insuficiente vontade política para o apuramento dos factos. Contudo, essa interpretação foi apresentada pela própria comentadora e não constitui prova das motivações dos crimes.
Na mesma intervenção, Monjane abordou episódios de violência contra membros do ANAMOLA, manifestando preocupação com a alegada falta de responsabilização dos envolvidos. A comentadora questionou a capacidade de resposta das autoridades na investigação criminal, comparando-a com os meios utilizados pelas forças de segurança durante manifestações.
Valuarda Monjane defendeu, por fim, que o princípio da igualdade perante a lei deve ser aplicado a todos os cidadãos e que os casos de violência com relevância pública devem ser investigados de forma transparente, com vista ao esclarecimento dos factos e à responsabilização dos autores, nos termos da lei. Clique e acompanha mais...
