Vinte anos depois do encerramento da histórica Indústria Moçambicana de Aço (IMA), em Liqueleva, na cidade da Matola, o silêncio das instalações continua a pesar na memória coletiva de antigos trabalhadores e moradores da zona.
Onde antes funcionavam máquinas, fornos e linhas de produção, hoje restam estruturas degradadas, armazéns vazios e sinais evidentes de abandono.
Durante uma visita ao complexo industrial, moradores afirmaram que a reabertura da fábrica poderia representar uma oportunidade concreta para milhares de jovens desempregados da Matola e de outras partes da província de Maputo.
Fundada em 1968, a IMA foi considerada uma das principais unidades siderúrgicas do país, produzindo tubos metálicos, chapas galvanizadas e outros materiais utilizados na construção civil e em projetos de infraestrutura.
O encerramento, ocorrido no contexto das transformações económicas das décadas de 1980 e 1990, provocou o desemprego imediato de cerca de 210 operários, além de afetar transportadores, comerciantes e pequenos fornecedores.
Na Matola, cidade com forte tradição industrial, o encerramento da IMA é frequentemente associado ao aumento do desemprego juvenil.
Jovens entrevistados defendem que a recuperação da unidade poderia servir não apenas para produzir aço, mas também para criar programas de formação técnica em metalurgia, soldadura e manutenção industrial. Clique e acompanha mais...
